CSR & Communication


Quais são os princípios do voluntariado?
October 6, 2009, 7:52 pm
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O segundo “Painel Temático sobre Voluntariado“, realizado pelo GIFE, no dia 29/9, com o apoio do Carrefour, com a participação de 31 dos principais gestores de programas de voluntariado corporativo no Brasil, identificou as linhas principais de uma boa ação de voluntariado. O resultado final foram os seguintes princípios:

- Engajar a alta administração;

- Envolver os públicos de interesse do projeto;

- Diagnosticar oportunidades, potencialidades, riscos e desafios;

- Alinhar os programas aos valores e negócios da empresa;

- Garantir uma gestão profissional nos programas que inclua: planejamento, avaliação, monitoramento, sistematização;

- Reconhecer e valorizar o voluntário;

- Manter a comunicação interna e externa do voluntariado empresarial.

 
Embora venha por último, a comunicação é essencial para qualquer programa que envolva a mobilização de pessoas. Isso porque a comunicação estabelece um relacionamento, baseado na troca e no diálogo. Sem isso, não há mobilização nem adesão. Pode haver apenas uma onda, um soluço, mas não um programa.


Por que a sustentabilidade é hoje o maior motor da inovação
October 5, 2009, 2:21 pm
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Para quem é assinante da Harvard Business Review Brasil, a edição de outubro traz um artigo de Ram Nidomulu, C. K. Prahalad e M. R. Rangaswami, chamado “Por que a sustentabilidade é hoje o maior motor da inovação. Os autores defendem que a sustentabilidade é muito mais que responsabilidade social empresarial, é justamente o caminho para inovar e conquistar um lugar no mercado.

Veja a seguir um resumo do artigo:

Quando uma empresa investe na sustentabilidade, em geral é para mostrar que tem responsabilidade social. O que espera, contudo, é que a iniciativa aumente seus custos, não traga nenhum benefício financeiro imediato e que, muito provavelmente, derrube sua competitividade. Já autoridades e ativistas acham que será preciso endurecer as regras e educar e organizar o público consumidor para obrigar empresas a adotarem práticas sustentáveis.

Os autores do artigo acreditam em outra coisa. Para eles, a busca da sustentabilidade pode abrir um rico filão de inovações organizacionais e tecnológicas — inovações capazes de produzir tanto receita quanto lucro. Essa busca já começa a transformar o cenário competitivo, com empresas reformulando produtos, tecnologias, processos e modelos de negócios. Ao equiparar desde já sustentabilidade e inovação, uma empresa pode lançar as bases para liderar quando a crise chegar ao fim.

Segundo Nidumolu, Prahalad e Rangaswami, o caminho rumo à sustentabilidade envolve cinco estágios distintos de mudança na empresa: (1) encarar respeito a normas como oportunidade; (2) tornar a cadeia de valor sustentável; (3) criar produtos e serviços sustentáveis; (4) criar novos modelos de negócios; e (5) criar plataformas de “próximas práticas”. O trio enumera os desafios envolvidos em cada estágio desses e os recursos exigidos para sua superação.



Governnça Corporativa chega às fundações
October 5, 2009, 1:03 am
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Até quinta-feira, 8 de outubro, está em consulta pública a versão preliminar do primeiro Guia de Melhores Práticas de Governança para Fundações e Institutos Empresariais. A iniciativa é do  Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), que pretende apresentar subsídios para os dirigentes de organizações como fundações e institutos empresariais.Governança, em sentido amplo, é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre conselho, equipe executiva, e demais órgãos de controle. 

De acordo com o Gife, “para que isso faça sentido, as boas práticas de governança se sustentam de quatro princípios: a transparência, que não deve se restringir ao econômico-financeiro, mas também os demais fatores (mesmo os intangíveis que norteiam a ação gerencial; a equidade, o tratamento igual a todas as partes interessadas; a accountability, o prestar contas das ações, assumindo integralmente suas consequências e; reponsabilidade, quando o agente de governança zela pela sustentabilidade da organização”.

Patrocinado pelas fundações Odebrecht e Banco do Brasil, além do Instituto Camargo Corrêa, o documento contém informações necessárias para uma boa gestão, como código de conduta, conflito de interesses, titularidade e formação de conselhos.

Para contribuir basta enviar um email para cleber.tavares@ibgc.org.br, contendo a identificação do trecho (página e item); redação sugerida; e explicação dos motivos e sugestão.

Para consultar o documento em audiência pública, clique aqui.


TI é destaque em ranking da Newsweek
October 2, 2009, 6:43 pm
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Das cinco primeiras posições no ranking das 500 corporações norte-americanas mais “verdes” em 2009, publicado pela revista Newsweek, quatro são da área de tecnologia: HP, Dell, Intel e IBM (primeiro, segundo, quarto e quinto lugares, respectivamente). Isto dá o que pensar. Empresas que produzem um insumo básico hoje para tantas outras indústrias, as quatro apontam para uma necessidade de toda a cadeia produtiva se preocupar com o uso dos recursos naturais. Ao mesmo tempo, revelam que ser um destaque em Tecnologia da Informação significa também ser um destaque em tratamento adequado do meio-ambiente.
Para ver o ranking e ler o artigo, clique aqui (em inglês). 


Quem polui mais, o carro a alcool ou á gasolina?
October 1, 2009, 4:57 pm
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Com a divulgação da Nota Verde, pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores do Ibama (Proconve/IBAMA),  avaliando as emissões dos gases veiculares poluentes à saúde humana (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio), o Ministério do Meio Ambiente acabou levantando uma polêmica. Isto porque, de acordo com essa avaliação, os carros movidos a etanol poluem mais que aqueles movidos a gasolina.
O Instituto Akatu publicou em seu site uma reportagem questionando a afirmativa, que pode ser lida aqui.
 
No texto, a entidade comenta que os consumidores estão confusos e desorientados, pela falta de dados confiáveis.
 
Este é um dos aspectos em que precisamos melhorar bastante a comunicação da sustentabilidade. Criar indicadores claros, confiáveis e seguros, divulgá-los com transparência e trabalhar continuamente pela sua credibilidade estão na pauta de quem está envolvido com o tema.

Debate RSE na Mídia no Rio de Janeiro
September 29, 2009, 6:30 pm
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Que critérios o jornalista utiliza para diferenciar empresas envolvidas com a gestão socialmente responsável das que querem fazer somente marketing? Como as empresas comunicam seu compromisso com a responsabilidade social? Há abertura para tratar de dilemas?

O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, por meio do Programa Responsabilidade Social Empresarial na Mídia e do Programa Rede Empresarial pela Sustentabilidade, convida para o Debate RSE na Mídia: Empresas e Imprensa, a ser realizado no dia 30 de setembro de 2009, das 10h às 13h, na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no Rio de Janeiro-RJ.

 

 

Debatedores:

Empresas
Nemércio Nogueira • diretor de assuntos institucionais Alcoa América Latina e Caribe
Rodolfo Gutilla • diretor de assuntos corporativos e de relações governamentais da Natura
Sonia Favaretto • superintendente de sustentabilidade do Itaú Unibanco

Imprensa
Amelia Gonzalez • editora do suplemento Razão Social do jornal O Globo
André Trigueiro • apresentador do Jornal das Dez da Globo News
Marcos Sá Correa • editor do site O Eco

Mediador:
Instituto Ethos

 

 

O Debate RSE na Mídia 2009 tem como objetivo levantar as questões e discutir as oportunidades da relação entre comunicadores de empresas e jornalistas de redação, visando uma cobertura mais qualificada do tema da sustentabilidade por parte dos profissionais de imprensa e um posicionamento mais coerente e estratégico por parte das empresas.
Assim, pretendemos promover um trabalho mais integrado e compartilhado, pautado em valores como confiança, transparência e ética.

 

 

 

 



Jogos divulgam sustentabilidade
September 29, 2009, 1:30 am
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Cresce a utilização de concursos para promover a divulgação de iniciativas de sustentabilidade das empresas. Competições são uma excelente forma de envolver as pessoas de forma participativa para aprender mais sobre um assunto, ao mesmo tempo promovendo a organização.

Ao mesmo tempo, a explosão de ferramentas on-line ao longo dos últimos anos tem expandido enormemente alcance de audiência para uma fração do custo – não só para a mídia, como texto e gráficos, mas para, por exemplo áudio (podcasts) e vídeo (por exemplo, o YouTube ) também. As organizações estão cada vez usando mais com estes vários canais de mídia para conscientizar e aumentar a participação nas suas competições.

Por exemplo, como parte de seu esforço rebranding, uma agência norte-americana de comunicação com foco em sustentabilidade, a SDialogue está atualmente no ar com o seu “S Contest“, usando áudio e vídeo para promover o concurso de modo a envolver organizações que tenham uma história de sustentabilidade para contar. Os participantes podem entrar no jogo pelo site da empresa ou por sua página no Facebook ou ainda pelo You Tube. O vencedor recebe 10.000 dólares em serviços de estratégia de sustentabilidade e de serviços de comunicações.

Outro concurso, executado pelo Boston College Center for Corporate Citizenship, é o Festival Internacional do Filme da Cidadania Corporativa, realizado pela primeira vez no início de 2009. No festival, as empresas associadas apresentavam vídeos detalhando o impacto dos seus programas de responsabilidade social corporativa. Cerca de 15.000 votos foram dados no site do Centro de Internet e 30.000 exibições de vídeos. O prêmio pelo primeiro lugar foi para a FedEx, o segundo lugar foi para a Hitachi, e o terceiro foi para a PriceWaterhouseCoopers.

Outras competições com foco na sustentabilidade organizacional incluem a Social Venture Network (SVN) Innovation Awards, e Green America’s People’s Choice Award.



Programa de rádio Observatório da Imprensa
September 9, 2009, 1:13 am
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PAUTA VERDE
O ambiente pela metade

Por Luciano Martins Costa em 8/9/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 8/9/2009

Os jornais e revistas do fim de semana prolongado confirmam o primeiro efeito da entrada da senadora Marina Silva na disputa presidencial do ano que vem: de repente, todos os outros candidatos, ou supostos candidatos, se transformam em defensores do meio ambiente e subitamente se declaram verdes desde criancinhas. No entanto, a participação da ex-ministra não conseguiu ainda fazer a imprensa sair da limitada cobertura sobre o tema.

O tema ambientalismo e as idéias sobre desenvolvimento sustentável aparecem apenas pontualmente no noticiário, mas não ganham abordagem estratégica em nenhum dos principais meios de comunicação do país.

Num encontro realizado semana passada em São Paulo, jornalistas que se dedicam a produzir publicações de papel e na internet sobre sustentabilidade deixaram claro o pouco interesse da chamada grande imprensa nos debates mais especializados que envolvem o modelo de desenvolvimento, o futuro da Amazônia, a matriz energética do país e outros temas correlatos.

Quando muito, jornais, revistas e emissoras de televisão aberta inserem a questão ambiental no noticiário sobre economia e políticas públicas, como acontece com relação ao acordo militar entre o Brasil e a França, no qual o governo brasileiro apresenta a necessidade de patrulhar a Amazônia como um dos argumentos para reforçar e modernizar a frota da FAB.

Debate avivado

Notícias sobre a limitação de áreas para plantio de cana, proteção do cerrado e “congelamento” de trechos da Serra da Cantareira, que também freqüentam os jornais no período, resultam mais evidentemente do esforço de candidatos para se mostrarem preocupados com o meio ambiente do que do interesse da imprensa em manter o tema presente na agenda pública.

Ainda não há estudos consistentes, pelo menos publicados recentemente, sobre o peso da questão ambiental e de outros temas correlacionados nas escolhas que o eleitor irá fazer no ano que vem. Mas os marqueteiros dos candidatos sabem, e a imprensa vem reafirmando, que a participação da senadora Marina Silva deverá colocar em debate questões como a ética na política e o modelo de desenvolvimento econômico adotado pelo Brasil.

Por enquanto, a imprensa entra no tema da ética empurrada pelos escândalos, e muito seletivamente: as denúncias ganham destaque conforme o viés político do acusado. Quanto ao assunto sustentabilidade, jornais e revistas ainda parecem depender das assessorias de imprensa e das notas oficiais.



Marcas, mídias e responsabilidade social
June 4, 2009, 12:03 am
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Na cobertura do Unomarketing, evento que acontece em São Paulo durante esta semana e que discute o marketing sustentável e a comunicação consciente, hoje o assunto foi a comunicação responsável, como falou a repórter Letícia Freire, do site Mercado Ético:

Você conhece uma agência de publicidade que, além de ter uma gestão participativa, publica o relatório de atividades? A pergunta foi feita num quizz eletrônico, no intervalo da I Feira e Seminário de Marketing Sustentável Unomarketing: Comunicação Consciente. A resposta de mais de 70% da platéia foi um direto “não”. Para aquecer o debate, palestrantes do seminário “Processos criativos x valores” pontuaram a importância de marcas e processos de comunicação mais responsáveis.

Segundo Yacoff Sarcovas, presidente da agência Significa, a atitude de marca não é uma moda. Para ele, essa é uma forma como as empresas estão encontrando para tangibilizar a marcar a sua ação social. “A chamada atitude de marca não é uma tendência; ela já é parte da agenda estratégica de uma organização que entende o impacto dessa cadeia de valor”; não é mais possível iludir o consumidor com promessas vazias”, afirmou Sarcovas.

Para ele, é imprescindível alinhar meio de comunicação, conteúdo, forma e conduta para produzir uma comunicação responsável. “A publicidade tem a licença poética do exagero, mas quando se trata de uma causa deve haver o máximo de firmeza para assegurar total verdade e relevância da mensagem”. Ainda segundo Sarcovas, a empresa que não respeita essa regra corre o perigo de ser rejeitado pelo consumidor. “O impacto da ação da marca já começa a ser questionado pelo consumidor, o que mostra que o público não é ingênuo”

Já Antonio Peres, da Peres & Partners de Portugal, lembrou que o consumidor está cada vez mais próximo da informação, principalmente após a internet, e que isso exige da empresa mais transparência em seus anuncios. “Temos que parar de achar que somos a alma do negócio. No momento atual as ações de responsabilidade social tem mais importância que um anúncio. Na Europa, por exemplo, elas são exigidas das empresas e serão cada vez mais cobradas pela sociedade”, ressaltou.



A devastação no Pantanal
June 3, 2009, 2:50 am
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No programa de rádio do Observatório da Imprensa de hoje, Luciano Martins Costa falou sobre a reportagem de Época denunciando a devastação do Pantanal.
 
Vale a pena ler o comentário, que começa assim:
 

A revista Época traz nesta semana uma reportagem sobre o tema meio ambiente, inserida na seção de ciência e tecnologia. Ali estão assinalados os nomes de três empresas do setor de mineração, que têm excelentes relações com a imprensa: Vale, Votorantim e Rio Tinto. Elas são citadas com cautela, mas não se pode escapar do que afirma a reportagem: as empresas do setor são as principais estimuladoras da produção irregular de carvão vegetal que vem destruindo o Pantanal Matogrossense.

Numa semana em que a chamada bancada ruralista, fortalecida pela banda podre do Congresso e estimulada pela omissão da imprensa (ver aqui), tenta fazer passar uma lei que pode enfraquecer ainda mais a luta pela preservação do patrimônio ambiental brasileiro, a reportagem de Época merece muita reflexão. Ela reproduz um estudo até então inédito revelando que o Pantanal já perdeu 40% de sua cobertura vegetal.

 
Leia o restante aqui. Já a reportagem de Época, só na revista impressa ou no site para assinantes.


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